segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Decepção

Nunca espere
muito de uma
pessoa, pois
ela um dia vai
te decepcionar...

Nunca subestime
uma pessoa, pois
ela sempre pode
te surpreender...

Nunca ame demais
uma pessoa, pois
nunca sabemos de
nada quando se
trata de amor...

Se voce amar demais
e surgir um adeus o
seu mundo desaba...

Nunca odeie muito
uma pessoa, pois
esse sentimento
sempre te leva pra tras...

Nunca fale nunca mais,
pois se voce cuspir
pro alto pode
cair na sua cara...

Sempre que surgir
um "nunca mais",
voce volta a tras e
comete os mesmos erros...

Nunca diga para
sempre, pois isso
envolve muito tempo
e nao sabemos nem
do dia de hoje, quem
dirá o de amanha...

Hora

Na hora que
a espera
desespera,
que a vida
leva tudo
que nos
sonhos
colocou...

E a gente se
demonstra
indiferente,
só por dentro
é que sentimos
o vazio que
ficou...

Na hora que
a esperança
se dissolve,
na vida tudo
morre, fica
lembrança
e dor...

E o mundo
continua o
seu trajeto,
sem destino
rumo incerto
e me leva
você...

Autor: Adão Cunha

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Seu lugar


Seja bem vinda ao meu coração,
eu sabia que você estava pra chegar...

Por isso deixei a porta
aberta pra você poder entrar,
entre e não repare se
tudo estiver fora do lugar...

Acabei de acordar, porque
passei a noite em claro,
pedindo a lua pra te encontrar...

Aqui é um pouco apertado,
é um coração maduro, mas
tem muita coisa para guardar...

Mas saiba que nele você tem
seu lugar e quero por toda
minha vida nele você ficar...

Vem, pode entrar!
Eu muito aprendi
E sei de você cuidar...

Entre sem bater e
feche a porta, não quero
saber de você escapar!

Sou


Desfruto e sorvo as
coisas que escrevo,
rascunhos e palavras
perdidas, sentimentos
que desvendam a vida...
Não tenho medo de
desagradar, pouco me
importa a critica ou
o elogio porque sou
a metade palavras,
devaneios e a outra
metade amor e paixão...

Sou apaixonado pela
vida, choro, sorrio e
tenho meus silêncios,
tenho os meus sonhos,
utopias e mistérios...

Sou dono do meu destino,
eu me sento e sonho,
perdida em mim mesmo,
e deixo o mundo girar
entre sorrisos e lágrimas
sou tempestade e calmaria,
apenas sou um sonhador...

Fome

Meu corpo tem fome
do seu, eu te desejo
com a fome dos famintos...

Quero encher as minhas
mãos com sua carne e
perder os sentidos com
o perfume do desejo...

Me saciar com seu prazer
enquanto se alimenta do
meu, venha e se entregue
como um animal no cio e
me devore com selvageria...

Venha aquecer sua alma
no calor de meu corpo
e incendiar o meu corpo
no fogo da sua carne...

Tenho fome de você,
fome de desejo e
do prazer, a gula
do pecado sem culpa
cavalgando nas suas
ancas rumo aos
prazeres sonhados...

Tudo se resume
a isso...
A esse grito...
Esse desejo...
Sem disfarce...
Que aflige...
Que consome...
me sacia
dessa fome...

Mulher pampeana



E aqui estou eu meu gaudério
em tempos de guerra e paz
sou aquela que te espera
sem saber se tu virás...

Nestes serões solitários
entre agulhas de costura
e velhos livros que li
fui alinhando as idéias
alinhavando verdades
até que um dia entendi...

Sou a história repetida
eu já vivi outras vidas
eu já fui outras mulheres
antes de ser a que sou...

Acho que até fui Maria
Maria de Nazaré
De a cavalo, num burrinho,
com Jesusinho no colo
a seguir o bom José...

Quanta vez de tardezita
cevei o mate solita
e mateei bombeando
a estrada...

Qualquer nuvem de poeira
qualquer sinal de galope
já me acendia a esperança
mas que esperança, que nada...

Na minha ingenuidade
era tudo o que eu queria
um rancho pra ser meu rancho
um peão pra ser meu peão
filhos pra chamar meus filhos
um terreiro com galinha,
vassoura, fonte e fogão...

Fui das páginas da história
aos sonhos do faz de conta
na guerra, fui cabo toco
uma mulher que peleou...

Fui Anita e Ana Terra
fui a parda margarida
que pra casar com Inácio
fez pedido a Santo Antônio
prometendo uma capela
e uma cidade gerou...

Fui mãe de heróis e teatinos
desposei peões e caudilhos
e nem esposos, nem filhos
reconheceram a seu tempo
minha fibra, meu valor...

Quem percorrer a querência
pelos caminhos da história
decerto me encontrará...

Varrendo um velho terreiro
ou assando pães no forno
lavando roupas na sanga
costurando uma bombacha
ou tecendo um bichará

Acalentei no meu colo...
e amamentei no meu seio
o meu Rio Grande piá...

Sem queixas e sem lamentos
fiz das esperas motivo
para continuar vivendo
e deixando a vida passar...

Por que no fundo eu sabia
que quando daqui me fosse
uma filha ou uma neta
viveria em meu lugar...

E por justiça se diga
que nem tudo nessa vida
de simples mulher pampiana
tenha sido só tristezas,
trabalhos e desencantos...

Eu já dançei a tirana
já bailei nas amadas
Já fui prenda cortejada
nos fandangos de galpão...

Também já fui disputada
em desafios de chula e
peleia de facão...

Eu, eu já vivi tantas vidas
Eu já fui tantas mulheres
e outras que por certo serei...

Por que aquela guriazita que
vês brincando de boneca
sem ver o tempo passar
já sou eu, antecipando um
tempo que vai chegar...

Muda o tempo, muda a gente,
sou mulher independente,
forte, livre e emancipada
mas no fundo sou a mesma...

Ainda frágil, ainda fêmea
Ainda à espera que me tragas
segurança, afeto, achego
e me estendas um pelego
e convide para sestear...

E aqui estou eu meu gaudério
em tempos de guerra e paz
sou aquela que te espera
sem saber se tu virás...

Autor: Odilon Ramos

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sonhos possíveis

Sonhos não são
apenas sonhos,
são desejos que
o nosso coração
pode realizar...

Se o amor pudesse
sempre gritar, se
ele pudesse segurar
nosso rosto para a
direção do sol e das
flores, com certeza
seríamos mais felizes...

Seríamos menos
sérios, menos
preocupados e
mais leves,
mais próximos
da possível
concretização
desses sonhos...